quarta-feira, 27 de junho de 2012

Diabetes atinge 21% dos brasileiros acima de 65 anos

"A obesidade e o crescimento no número de idosos motivaram aumento de diabéticos no país, segundo Ministério da Saúde. No Brasil, 5,6% das pessoas possuem a doença." E nosso post de hoje trata justamente sobre esse quadro real que nosso país enfrenta. Os dados (referentes à maio deste ano) nos mostram claramente que o número de diabéticos no Brasil cresce e é muito provável que aumente cada vez mais, porque ainda é preciso que as pessoas se conscientizem sobre a boa alimentação e até mesmo sobre os riscos que correm ao não se cuidar. Diabetes é coisa séria e não tem idade certa para adquiri-la. Portanto, meu caro jovem, é bom se tratar tomando os devidos cuidados e aprendendo a manter um bom peso afim de eliminar vários fatores de risco! Espero que estas informações ajudem você a pensar melhor sobre esta doença que não é fácil de tratar, mas é possível vencer e levar uma vida saudável, até mesmo com uma alimentação controlada e peso estável (para os diabéticos). 

Os interessados fiquem atentos nos dados fornecidos e também observem as postagens feitas aqui no blog que falam sobre Diabetes!


Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em 9 de maio de 2012, idosos acima dos 65 anos são os que mais sofrem com diabetes: 21,6% das pessoas nessa faixa etária possuem a doença. Em contraste, apenas 0,6% dos jovens entre 18 e 24 anos tem diabetes. No Brasil, 5,6% da população declaram ter a doença – em 2006 eram 5,2%. Os números fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2011. 


Entre os homens, o número de diabéticos aumentou, passando de 4,4%, em 2006, para 5,2%, em 2011. Apesar do aumento entre os homens, as mulheres continuam sendo maioria, com índice de 6%. "O Brasil tem proporção geral de pessoas com diabetes abaixo do Chile, Argentina e Estados Unidos, mas é uma tendência crescente no país", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo ministro, o governo tem realizado programas específicos aos idosos, que são mais atingidos pela doença. "O principal público que recebe remédios de graça para diabetes é quem tem mais de 65 anos", afirmou. "Vamos checar ainda o número de cadastros de diagnóstico precoce em idosos que as equipes de saúde estão realizando. De acordo com o desempenho das equipes, podemos dobrar os recursos para cada uma delas."
Causas - De acordo com o Ministério da Saúde, entre os motivos para o aumento do número de diabéticos no país estão o aumento da obesidade, o aumento da população idosa e aumento do número de diagnósticos. Entre 2006 e 2011, o número de obesos no Brasil cresceu 28%. Hoje o porcentual de hipertensos é de 22,7% entre os adultos – sendo 25,4% entre as mulheres; 19,5% entre os homens e 59,7% em pessoas com mais de 65 anos.


"Vamos reforçar ações de acesso mais fácil a medicamentos e fazer acordos com a indústria de alimentos", afirmou Padilha. "A redução do sódio e da gordura em alimentos pode ter peso importante para redução da obesidade, que é fator de risco para diabetes." Também são fatores de risco da doença o sedentarismo e o tabagismo. 


Escolaridade - A pesquisa também mostra que, quanto menor o grau de escolaridade, maior o número de diabéticos. Entre as pessoas que estudaram até oito anos, por exemplo, 7,5% possuem diabetes. Já entre os que têm doze anos de estudo ou mais, o número cai pela metade: 3,7%. 



As capitais com maior número de diabéticos no país são Fortaleza (7,3%), Vitória (7,1%), Porto Alegre (6,3%) e Rio de Janeiro (6,2%). As menores taxas são em Palmas (2,7%), Goiânia (4,1%) e Manaus (4,2%).

Dúvidas: entre em contato com a nossa equipe acessando a aba "Contato".

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Diabetes na terceira Idade

Nesta semana iremos tratar sobre Diabete.
Os interessados no assunto fiquem atentos.

O que é a diabete?

Doença em que há o excesso de glicose no sangue. E ela é a nossa fonte de energia. Mas, apesar de tanto açúcar disponível, as células do corpo do diabético passam fome. Isso porque, para entrar nas células, a glicose precisa do empurrão de um hormônio chamado insulina. O diabético sofre pela falta desse hormônio. Existem dois tipos de diabete. O mais comum é o senil, um distúrbio hereditário que atinge parte da população adulta. Mas são os hábitos de cada pessoa que vão determinar quem vai desenvolver a doença. A obesidade é a principal responsável por disparar o diabete em alguém que tenha a tendência. A outra forma da doença é o diabete tipo 1, que já foi chamado de juvenil. Ele atinge as crianças. Nelas, o sistema de defesa do corpo destrói as células do pâncreas que fabricam a insulina. 



Sintomas 

Na maioria das vezes, o distúrbio vai atacando devagar. Os sinais do diabete nem sempre aparecem todos juntos. Sede e fome exageradas, vontade de fazer xixi a todo instante, fraqueza, desânimo e dificuldade para prestar atenção são os sintomas do diabético. A pele vive irritada e pega infecções à toa e, de certo modo, o organismo é desnutrido. 



Tratamento 

O diabete é uma doença crônica. Discute-se se existe ou não cura. O desafio do diabético é manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. Por isso, o acompanhamento deve ser constante. O diabético se aplica injeções de insulina de longa duração, uma ou duas vezes por dia, e outras de ação rápida, quando as taxas de glicose sobem 
demais, como depois das refeições. 

Entre os aparatos inventados para facilitar a vida desses doentes estão uma espécie de caneta para aplicação de insulina que diminui a dor na hora da picada, um inalador da substância para substituir as injeções de ação rápida e comprimidos que reduzem a quantidade de glicose no sangue. 



Prevenção 

Controlar o peso é o primeiro passo para quem quer ficar longe do distúrbio. Isso inclui uma alimentação saudável e exercícios físicos. Se você tem algum parente com a doença, esta acima do peso, já passou dos 65 anos, é hipertenso e suas taxas de colesterol ou triglicérides estão acima do normal, já tem bons motivos para procurar um médico especialista em diabete.


Pessoal, podem levar este bonito cartaz para divulgar nas redes sociais que você usa. Hoje é o dia mundial de conscientização da violência contra a pessoa idosa! Vamos lembrar dos nossos idosos com mais carinho e defender por eles os direitos que lhe cabem! Pois um dia, se Deus quiser, também faremos parte da terceira idade.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pernambuco traça um perfil de seus idosos

Olá, pessoal! Passamos bastante tempo longe mais uma vez pois, nós da equipe, não estudamos mais juntos e também perdemos o contato. Mas prometo ficar postando sempre que possível. Por isso hoje vim atualizar e, sem demoras, vamos diretamente ao assunto. Espero que seja interessante. E quero lembrar que sempre que precisarem para tirar dúvidas ou perguntar algo, seja o que for, podem falar conosco nos contatando nas redes sociais ou mesmo nos comentários.

Os dados são de uma pesquisa que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou em dezembro de 2010 para que saibamos um pouco do perfil socioepidemiológico dos idosos de Pernambuco, ou melhor, um panorama do envelhecimento no nosso estado. Foram entrevistados três mil homens e mulheres acima de 60 anos de 60 municípios. “Tivemos o cuidado de fazer a seleção aleatória das cidades, dos idosos e das unidades de saúde da família, a fim de termos um viés fidedigno para a pesquisa”, esclarece a pesquisadora Marília Siqueira Campos, uma das participantes da pesquisa, realizada pelo Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (Iaupe), através de convênio entre o Ministério da Saúde (MS) e a SES.

Vamos aos resultados:

- Dos três mil participantes do levantamento, 71% são mulheres, 64,1% moram no interior pernambucano, 43% moram com cônjuge, 49% sabem ler e escrever e 46% são analfabetos. Em relação à renda e à classe social a que pertencem os idosos pesquisados, constatou-se um predomínio daqueles pertencentes à classe D/E (65%), e apenas 3% nas classes A e B.

- A renda própria faz parte da realidade de 95% dos idosos, sendo 96% proveniente da aposentadoria. Em relação à manutenção do lar, 98,5% disseram que contribuem com as despesas domiciliares e 83% destinam toda a renda para essa finalidade.

- Sobre o estilo de vida, foi constatado que 16% e 9%, respectivamente, são viciados em tabaco e álcool. Já 73% dos entrevistados têm alguma prática religiosa. Apenas 21% praticam atividade física regularmente e 39% dizem ter na televisão o lazer preferido.

- Das três mil pessoas idosas entrevistadas, só 450 (15%) afirmaram não ter doenças. Entre as enfermidades referidas, 70% dos entrevistados convivem com hipertensão – e mais de 20% com diabete. Já a depressão, distúrbio psiquiátrico mais comum no envelhecimento, foi ressaltada por 5,4% do público. E na pontuação da Escala de depressão geriátrica, mais da metade (54,7%) apresentam os sintomas característicos do transtorno.

- Os distúrbios auditivos foram citados por 28% dos entrevistados – destes, somente 1% usava aparelho de correção auditiva. E no quesito visão, 82% dos idosos entrevistados possuem deficiência visual, e 72% usam lentes corretoras. Entre os idosos investigados, ainda foi observado que 50% apresentavam falta total de dentes, e apenas 4% possuíam de 28 a 33 unidades dentárias.

- O levantamento também mostrou que 13% dos idosos possuem plano de saúde, 28% tomam um medicamento de uso contínuo e 27% fazem uso de três ou mais medicamentos diariamente. Observou-se que 55,5% dos idosos recebem medicação gratuitamente do governo, e a maioria (92%) os obtêm na própria unidade de saúde.

- Foi observado ainda que cerca de 50% dos homens idosos fazem prevenção do câncer de próstata. Os dados são maiores entre as classes A e B. Já 70% das idosas fazem exame ginecológico preventivo. Mesmo assim, 60% das mulheres do interior nunca realizaram um exame de mamografia ou ultrassonografia.


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domingo, 18 de dezembro de 2011

Depois de um tempo... trouxemos notícias!!!


Boa tarde, pessoal!!!
Passamos um tempo bem distante daqui pois  se aproximava as datas dos vestibulares... ENEM, COVEST, UPE, IFPE... Então estávamos correndo muito. Mas com a graça de Deus estamos esperando apenas os resultados, certo? E então voltamos aqui hoje para conversar com vocês, e aproveitamos para apresentar um evento com um propósito de solidariedade e amor neste natal. Faremos uma visita ao Instituto Padre Venâncio, um asilo que abriga 60 idosas, localizado no Bairro da Várzea - Recife/ PE. A visita acontecerá neste terça-feita (20/12) com o pessoal da Capela São João Batista, também no Bairro da Várzea. Será feita breve palestra com os idosos, com o tema voltado para o natal, e a palestrante será a coordenadora do grupo Sagrado Coração de Jesus. Será uma tarde muito divertida, pois iremos conversar e cantar com as idosas, e levaremos lembrancinhas e doações do gesto concreto da comunidade São João Batista.
Após este evento traremos aqui as fotos.

Até lá!

Cynthia Dayanne e Ana Helena





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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Solidariedade aos idosos e às famílias


Hoje vamos falar um pouco sobre o cuidador de idoso, que muitas vezes é tão sobrecarregado e também, cá entre nós, é um trabalho puxado. A psicóloga Luciene Miranda aponta que o papel do cuidador é indispensável à sobrevida de um idoso, porém ainda não contamos com políticas públicas que garantam um auxílio ao cuidador familiar do idoso dependente que more em sua própria casa. Ela diz que este é um assunto que aparece com freqüência nos comentários de internautas em seu site. Com o objetivo de conhecer um pouco sobre este tema, vamos, então, ler o que a própria Drª Luciene nos conta nesta postagem que ela mesma escreveu em seu site.


É grande o número de idosos portadores de doenças incapacitantes no Brasil, em especial aqueles portadores de demências. A presença de um cuidador é indispensável à sobrevida destes brasileiros, porém ainda não contamos com políticas públicas que garantam um auxílio ao cuidador familiar do idoso dependente que more em sua própria casa. Sabemos que muitas famílias não dividem a tarefa de cuidar, que infelizmente ainda é uma realidade bastante comum o fato de apenas um familiar ser o responsável pelo cuidado integral do idoso, porém isto não pode continuar acontecendo.
Já fizemos vários apelos aos familiares, para que façam a sua parte no cuidado com o idoso, para assim não sobrecarregarem ninguém, hoje refaço este apelo, porém irei ampliá-lo a todos os brasileiros: FAÇAM SUA PARTE PARA AUXILIAR UM IDOSO DEPENDENTE E UM CUIDADOR FAMILIAR.
É isto mesmo! Vamos ser solidários para fazer a diferença. Imagine-se no lugar daquele cuidador, sozinho, responsável por um idoso dia e noite, de segunda a segunda, cansado, sem tempo para sua vida pessoal. A ajuda de alguém não seria muito importante para ele? E se você fosse um idoso e se percebesse como um fardo para uma família que não quer cuidar de você, que deixa tudo apenas para um familiar visivelmente esgotado?
Vizinhos, amigos, parentes distantes, conhecidos. Se vocês já passaram pela situação de ter um idoso dependente em casa e não contaram com a ajuda de ninguém, sabem bem o que é isso. Aproveitem o conhecimento que vocês já têm e usem-no para beneficiar algum idoso e seu cuidador. Se você nunca cuidou de um idoso, pode ser a hora de aprender!
E o que é possível fazer? Lembrem-se sempre que, ajudando um idoso, vocês também estarão ajudando um cuidador sobrecarregado. Primeiro tentem perguntar ao cuidador o que seria útil para eles. O idoso dependente necessita de uma série de cuidados como realização de banho de leito; ficar um pouco com o idoso para que o cuidador possa sair de casa; auxílio nas tarefas de casa (para que o cuidador possa ficar mais disponível para o idoso); auxílio na realização de tarefas burocráticas fora do domicílio (como, por exemplo, realizar pagamentos em casas lotéricas, marcar consultas, buscar resultados de exames); acompanhar o cuidador e o idoso em consultas (principalmente quando este tem dificuldades de locomoção); fazer o papel de motorista; ser um ombro amigo (e um ouvido amigo), dentre outras tarefas.
Caso o “voluntário solidário” não tenha disponibilidade de tempo para auxiliar no desempenho destas tarefas, ele pode (sozinho ou reunindo outros vizinhos e amigos) tentar ajudar o idoso e o cuidador na parte financeira, que costuma ser bastante abalada quando o idoso adoece. Auxilie no que possa, indague quais as necessidades do idoso, faça “lista de amigos”, enfim, doe um pouco para quem precisa.
Ser solidário fará bem principalmente para o cuidador, que são se sentirá sozinho, mas também para o idoso e para a pessoa que auxilia, que se sentirá mais útil e humanitária.



Para contato com a Dª Luciene C. Miranda - lucienecm@yahoo.com.br



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domingo, 2 de outubro de 2011

3º lugar na MOJATEC

Ontem aconteceu a MOJATEC - Mostra do Jarbas de Tecnologia e Ciência. Nossa equipe se classificou em 3º Lugar na área de ciências humanas. Aqui estão as fotos dessa feira que reuniu mais de 2000 visitantes e avaliadores para prestigiarem os projetos científicos dos alunos da Escola Ministro Jarbas Passarinho - Camaragibe-PE.
Nossa equipe classificada em 3º lugar na área de humanas

Nossa equipe (Idoso: Inclusão não tem idade)

Nossa equipe e o profº de física Tiago Freire

Ana Helena (aluna 3º ano A)

Isaque (aluno 3º ano A)

Nossa equipe e Ingridh do Projeto "RAIOS"

Cynthia (aluna 3º ano A)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

População Idosa no Brasil e no mundo – Dados estatísticos

Em relação ao gráfico acima, a linha azul representa o aumento da expectativa de vida no mundo, a marrom representa a América Latina, o azul os países mais desenvolvidos, o verde os países menos desenvolvidos, e a amarela o Brasil. A fonte de pesquisa foi a Organização das Nações Unidas ( ONU ). Isso significa dizer que muitos jovens de hoje serão idosos no amanhã, fazendo-se necessário, portanto, um maior conscientização dos jovens em relação à condição do idoso nos próximos anos.
É importante destacar que a população de idosos está crescendo mais rapidamente do que a de crianças. Em 1980, existiam aproximadamente 16 idosos para cada 100 crianças. Em 2000, essa relação aumentou para 30 idosos por 100 crianças, praticamente dobrando em 20 anos. Isso ocorre devido ao planejamento familiar e conseqüente queda da taxa de fecundidade, e também pela longevidade dos idosos. Dados do IBGE(3) mostram que as pessoas estão vivendo mais. O grupo com 75 anos ou mais teve o maior crescimento relativo (49,3%) nos últimos dez anos, em relação ao total da população idosa. Entretanto a sociedade não está preparada para essa mudança no perfil populacional e, embora as pessoas estejam vivendo mais, a qualidade de vida não acompanha essa evolução. Dados do IBGE(3) mostram que os idosos apresentam mais problemas de saúde que a população geral. Em 1999, dos 86,5 milhões de pessoas que referiram ter consultado um médico nos últimos 12 meses, 73,2% tinham mais de 65 anos, sendo que esse grupo, no ano anterior, apresentou 14,8 internações por 100 pessoas, representando o maior coeficiente de internação hospitalar. Mais da metade dos idosos (53,3%) apresentou algum problema de saúde, e 23,1% tinham alguma doença crônica. Em pesquisa realizada nas cinco regiões do município de São Paulo no início dos anos 90, foi verificado que 86% dos entrevistados apresentavam pelo menos uma doença crônica, fato este confirmado em estudo de seguimento de dois anos desses indivíduos, mostrando que 94,4% dos idosos avaliados apresentavam mais de uma doença crônica(4). Nesse mesmo estudo foi demonstrado que 32% dos idosos entrevistados eram dependentes para suas atividades rotineiras e instrumentais de vida diária.
 Esses dados retratam uma realidade preocupante na vida dos idosos que é: o envelhecimento sem qualidade e a carência no aspecto político e social que dêem suporte para um envelhecimento saudável.
O envelhecimento da população tem que entrar na pauta do desenvolvimento. Essa é a diretriz dada pelo médico, doutor em Saúde Pública pela Universidade de Oxford e um dos maiores estudiosos em políticas públicas voltadas para idoso, Alexandre Kalache.
 “O mundo está envelhecendo numa velocidade nunca antes observada, e será necessário o envolvimento de todas as esferas da sociedade para que os idosos tenham uma melhor qualidade de vida”, assinala o especialista, que, por 13 anos, coordenou o Programa de Envelhecimento da Organização Mundial de Saúde. No Brasil, o número de idosos irá dobrar dentro de 17 anos, passando de 10% da população para 20%. “A França levou 115 anos para ter essa transição”, compara.
 O grande desafio, de acordo com o especialista, é lidar com as desigualdades sociais existentes. A qualidade de vida na terceira idade está atrelada às condições e ao curso de vida de cada indivíduo, ao capital social e à sociedade em que ele vive. “As estatísticas podem ser enganadoras. Quando se analisa a média não se atenta para a realidade dos fatos”, explica. “Numa cidade como São Paulo, por exemplo, o nascer e viver em uma comunidade pobre significa 17 anos a menos de vida de quem nasce numa região nobre”.
De acordo com Kalache, o cuidado individual é apenas um dos aspectos que podem contribuir com a melhor qualidade de vida na velhice. Atentando-se a quatro fatores, sendo eles sedentarismo, má alimentação, tabagismo e ingestão de bebida alcoólica, já é o suficiente para a se prevenir o aparecimento de doenças crônicas. No entanto, a questão é muito mais ampla que o auto cuidado. “É necessário desenvolver políticas sociais, é necessário o envolvimento da sociedade nesse cuidado e nessa discussão, do envolvimento de empresas, de organizações de saúde, para que haja um melhor cuidado com a questão do idoso no mundo”, enfatiza.
 A Organização Mundial de Saúde desenvolveu um programa para garantir uma melhor qualidade de vida para os idosos. A iniciativa contempla aspectos econômicos, sociais, de saúde, de educação, culturais e de conscientização para que haja um maior avanço no cuidado com o idoso. “Os países desenvolvidos enriqueceram antes de envelhecer, os subdesenvolvidos estão envelhecendo antes de enriquecer. O desafio é grande e requer, sobretudo, além de atenção, solidariedade”, conclui.
 Os idosos são hoje 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000. O instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento. Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17%, em 1991, ele correspondia a 7,3% da população.
 O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Prova disso é a participação dos idosos com 75 anos ou mais no total da população - em 1991, eles eram 2,4 milhões (1,6%) e, em 2000, 3,6 milhões (2,1%).
 A população brasileira vive, hoje, em média, de 68,6 anos, 2,5 anos a mais do que no início da década de 90. Estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no País deva chegar a 30 milhões de pessoas (13% do total), e a esperança de vida, a 70,3 anos.
 O quadro é um retrato do que acontece com os países como o Brasil, que está envelhecendo ainda na fase do desenvolvimento. Já os países desenvolvidos tiveram um período maior, cerca de cem anos, para se adaptar. A geriatra Andrea Prates, do Centro Internacional para o Envelhecimento Saudável, prevê que, nas próximas décadas, três quartos da população idosa do mundo esteja nos países em desenvolvimento.
 A importância dos idosos para o País não se resume à sua crescente participação no total da população. Boa parte dos idosos hoje são chefes de família e nessas famílias a renda média é superior àquelas chefiadas por adultos não-idosos. Segundo o Censo 2000, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, somando 8,9 milhões de pessoas. Além disso, 54,5% dos idosos chefes de família vivem com os seus filhos e os sustentam.
OBS.:O Brasil atualmente está entre o 6º e o 8º país com mais idosos na Terra; acima dos 60 anos os núme-ros alcançam 19 milhões de seres humanos e num Universo-Mercados em torno de 325 bilhões de reais/ano.
* Esta postagem faz parte do desenvolvimento do Relatório de nossa equipe apresentado à Banca examinadora da VI Mojatec (2011).

Cynthia Brito

Cynthia Brito
Na beleza de uma flor se esconde o brilho da simplicidade.

Tão natural!

Pedro Bial

Pedro Bial
"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momentos e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver."

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